segunda-feira, 10 de maio de 2010

Cinema na Caixa – Futuros Distópicos Parte 2

Completando o post especial sobre histórias distópicas, venho com a segunda parte da lista. Nela, incluo aqueles que considero os melhores dentre os melhores desse assunto. No final, comento sobre alguns filmes que decepcionaram aqueles que os aguardavam, e também não conseguiram agradar nem os que não sabiam de sua existência até antes da estréia.
Para começar, os melhores:

Laranja Mecânica (1971) – “A Clockwork Orange”
Um dos filmes mais pesados e cruéis sobre a “evolução” da mentalidade humana e suas conseqüências no futuro. Alex (Malcolm McDowell) e seus “drugues” passam a maior parte do seu tempo praticando a “Ultra Violência” nas ruas. Até que um dia, seus companheiros o traem, e ele acaba sendo preso. Após ser submetido a diversas experiências, ele é solto por ser diagnosticado como “curado”. Experiências essas, que contribuem ainda mais para o clima psicologicamente perturbador que se presencia durante todo o filme.

Com seqüências antológicas, a obra de Stanley Kubrick é impecavelmente bem criada, dirigida e finalizada. Roteiro, fotografia, trilha sonora e atuações fazem de “Laranja Mecânica” algo que deve ser assistido por diversas vezes. A adaptação do livro de Anthony Burgess possui caracteristicas particulares, como por exemplo a linguagem utilizada pelos drugues em suas conversas e toda a ambientação e decoração dos lugares frequentados pela gang de Alex.

De toda a lista, considero essa a melhor indicação (além de todos os fatores já discutidos anteriormente) devido à sua importância na história do cinema e pela ousadia de criar tais imagens naquela época, e que chocam até hoje.

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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Cinema na Caixa – Futuros Distópicos Parte 1

Aproveitando que nessa sexta (09/04) estréia no Brasil “A Estrada”, fiz uma lista de filmes que tem por temática principal o futuro distópico. Seja por conseqüência de algum evento catastrófico, ou pela simples “evolução” humana. Nesta primeira parte listei alguns filmes que mais marcaram que possuem essa ambientação. Na segunda parte, separei outros que também considero bons e algumas recentes decepções desse gênero.

Para começar, falarei um pouco da minha expectativa sobre o filme que estréia nesta sexta.

A Estrada (2009) – “The Road”

Numa América devastada, pai e filho devem permanecer juntos durante sua jornada através de terras desconhecidas para chegarem vivos até a costa.

Adaptação do livro de Cormac McCarthy (“Onde os Fracos Não Tem Vez”), é um filme passado num futuro distópico, que promete ser um bom drama, que explora bastante a relação entre pai e filho, e com boas cenas de tensão (visto pelos trailers). O filme possui um ótimo elenco (Viggo Mortensen, Charlize Theron, Robert Duvall e Guy Pearce), porém o diretor John Hillcoat é uma dúvida, apesar dos filmes anteriores a esse terem tidos boas críticas, não conheço nenhum outro trabalho dele.

Pelos trailers liberados e pela premissa do filme, torço pra que seja um filme interessante, porque eu quero ver no cinema.

E agora a primeira parte lista dos que considero os melhores filmes distópicos:
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Cinema na Caixa – Sherlock Holmes


Estamos em meados do século XIX. Blackwood, um feiticeiro que supostamente usa magia negra, está abalando a paz no Reino Unido ao assassinar mulheres para completar rituais. Para resolver o caso: Scotland Yard? Não! Eles não são tão rápidos e espertos quanto o detetive Holmes e seu parceiro Watson.

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Sherlock Holmes foi criado pelo britânico Sir Arthur Conan Doyle (1859-1930). O misterioso morador do apartamento 221B na Baker Street,

participou de diversos romances, contos e filmes, e se tornou um dos personagens mais conhecidos mundialmente até hoje. Fato que, com certeza, colaborou com o sucesso desse filme nos EUA e mundo afora.

Além de trazer atores conhecidos do público, Robert Downey Jr. como o detetive, Jude Law, que faz Dr. Watson, até Rachel McAdams, interpretando a golpista Irene Adler, o filme tem Guy Ritchie como diretor. Seu estilo diferente de trabalhar por detrás das câmeras costuma criar um clima descontraído e interessantíssimo em seus filmes, como “Snatch – Porcos e Diamantes”, “Jogos, Trapaças e doisCanos Fumegantes” e o mais recente “RocknRolla” (deixo todos esses como indicações).

Como me considero um fã desse diretor/roteirista, além de ir ver um sherlock 4filme do Sherlock Holmes, fui para ver Guy Ritchie no cinema pela primeira vez. E isso me causou uma certa estranhesa ao perceber que, no meio do filme, não estava vidrado na historia. Ainda no meio da sessão pensei “é um filme do Guy Ritchie, não era pra ser assim!” Mas é aí que eu me engano.

É visivel a influencia das mãos cheias de dinheiro dos produtores na história e no corte final. A história não é tão interessante, e por isso acaba se tornando levemente confusa sherlock 2por não conseguir segurar sua atenção em certos pontos. O vilão também não foge disso. Sem causar medo, raiva nem qualquer outra sensação que deveria existir num inimigo desse porte, ele aparece apenas como um coadjuvante qualquer. Que assim como os outros presentes no filme, que não colaboram com o desenrolar da trama (diferente dos melhores filmes do diretor inglês).

O ponto forte do filme vai para a ótima dinâmica entre os amigos Watson e Holmes. O primeiro, aparece menos “perdido” na trama do que nos romances e não fica observando Holmes resolver os casos e apenas servir como um intermediário para entendermos como funciona a mente do seu parceiro. Já Downey Jr. faz um Sherlock no mínimo excêntrico e divertido. Desde a forma com que ele se expressa, até suas experiências bizarras com o cachorro Gladstone, e suas arriscadas no violino.

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Na parte técnica, os efeitos visuais não atrapalham, mas deixam a desejar. Ao contrário da montagem, que ficou muito boa. Os cortes rápidos intercalados com câmeras lentas nas cenas de ação ajudam a recuperar a atenção perdida em outros momentos do filme. Assim como a trilha sonora inspirada, que te deixa um pouco mais próximo do ambiente em que se passa a história.

Começo do século XXI. Filme sobre um detetive e seu escudeiro que é pouco divertido e tem muito o que melhorar, e que terá uma continuação. Quem é o melhor para resolver esse caso? Se tiver mão livre para criar o roteiro e o direito de corte final, com certeza Guy Ritchie.


quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Cinema na Caixa – Avatar

Não faz muito tempo que o Perlato me disse que seria legal uma coluna sobre cinema no seu blog. Eu amo cinema, e sempre gostei de discutir e falar sobre filmes. Passado esse tempo, aqui estamos nós celebrando a parceria entre o Zona Nerd e eu. Sou Paulo Naccache (Nacacche… Na Caixa… ah? ah?), faço Publicidade e Propaganda (junto com o Perlato, diga-se de passagem). Apesar de estar nesse curso, o que realmente gosto é de cinema, se tivesse algum curso decente em Campinas eu faria.. mas isso é assunto pra outra hora.

Na coluna, faremos criticas, listas e dicas, tudo sobre a sétima arte. Discutir sobre qualquer filme que assistimos é um dos fatores que fazem o cinema ser algo tão diferente, pois ele não é apenas as 2 horas de projeção, todo filme precisa de uma digestão depois de ser mastigado, por isso, daremos a nossa opinião pois queremos ouvir a sua nessa nova coluna! Nada melhor do que começar com o recente sucesso de J. Camerom.

Enquanto ainda discutíamos nossas primeiras impressões sobre o filme após a sessão, um dos meus amigos disse: “A história pode ser batida, mas a forma com que James Cameron conta, é surpreendente”. De fato, não há o que discordar dessa frase. Na carreira de J. Cameron, antes de mostrar Leonardo DiCaprio embarcando no transatlântico da Kate Winslet, ele dirigiu “O Exterminador do Futuro” (1984), “Aliens, o Resgate” (1986) e “Exterminador do Futuro II” (1991), entre outros. E, finalmente, em 1997, se tornou o “Rei do Mundo”, abocanhando 11 Oscar e quebrando recordes de bilheterias com “Titanic”.

avatar2Doze anos se passaram. Enquanto dirigia alguns episódios de séries de TV e documentários, trabalhava na tecnologia que possibilitou a criação do tão badalado e aguardado Avatar. Apesar de todo o fuzz em torno do filme, Cameron conseguiu igualar com a grande expectativa criada pelo tempo de espera e pela forma que o filme foi divulgado nessa reta final, antes do lançamento. Com a premissa de ser revolucionário e de que iria inovar o cinema, o diretor nos apresenta a história de Jake Sully (Sam Worthington), um fuzileiro paraplégico que tem a missão de se infiltrar numa tribo Na’Vi. Em meio a obstáculos, Jake acaba se apaixonando pela nativa Neytiri (Zoe Saldana), e também pelo mundo que seus superiores querem explorar e destruir. O filme está imerso em clichês, desde a rivalidade entre o fuzileiro e Tsu’Tey (Laz Alonso), os conflitos entre cientistas e militares, e até o romance entre Sully e Neytiri. Mas se existem tantos clichês, por que o filme é considerado inovador?

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Por mais que a história seja previsível, o visual presente no filme é tão impressionante que acaba se tornando mais do que um detalhe. Ele faz parte do filme, contribuindo, e muito, para nos sentirmos dentro daquele planeta, no minimo diferente, criado pelo próprio Cameron. O design da fauna e flora do enorme planeta-organismo que Pandora é, fica maravilhoso em tela. Tudo parece tão real e fantástico ao mesmo tempo que é impossível deixar de se surpreender. Fato que, em muitos outros filmes de fantasia, passaria batido. Os Na’Vi, avatar1especificamente, são criaturas tão bem finalizadas e talhadas de detalhes que já podem ser consideradas umas das mais bem feitas do cinema. A perfeição visual presente no filme se torna algo ainda mais interessante quando visto em 3D.

A sensação de profundidade e o trabalho em cima dos detalhes fizeram valer todo o tempo e o dinheiro investido. Em primeiro lugar, por funcionar tão bem nesse filme, segundo por dar mais um passo na evolução do cinema, já que essa tecnologia criada pelo diretor de Avatar será usada por outros projetos cinematográficos. Mesmo com os clichês, Cameron fez um filme onde a relação dos personagens estão muito bem trabalhadas, não deixando nenhuma ponta solta. O que faltou de criatividade na história, se vê de sobra na experiência visual que o filme nos trás, e por isso, acaba valendo o ingresso.

Não vão ao cinema esperando a história perfeita e diferente, apenas se preparem para conhecer, explorar e entrar no mundo criado por James Cameron.