Mesmo nunca sendo fã dessa franquia, ainda mais levando em conta que assisti somente alguns episódios na minha infância e que lembro de literalmente meia dúzia deles, ainda resolvi tecer alguns comentários sobre o filme Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário, não porque estou explodindo de opiniões ou porque quero ou não recomendar o filme, mas sim porque tenho medo do que possa acontecer com o vindouro filme dos meus amados Power Rangers.

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Desde o primeiro trailer até o final do filme eu constatei que ele é, de fato, um completo orgasmo visual! Toda a estética das armaduras, da transformação, dos brilhos, das lutas, dos poderes, dos inimigos, de tudo, é surpreendente! A forma como as máscaras fecham no rosto dos guerreiros, ou como suas armaduras brilham e mudam de acordo com o golpe revela uma “magia tecnológica” que combina perfeitamente com a mitologia da série. Tomara que nesse aspecto, o novo filme dos Power Rangers chegue aos pés dos Defensores de Athena.
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O conceito de craft nos games sempre me fascinou, mas acho que um dos motivos de eu não simpatizar com alguns jogos, inclusive o fenômeno Minecraft, é que eles carecem um pouco de objetivo. Você passa dias (no melhor dos casos) juntando material e montando a porra toda, para no final, não fazer nada com ela. Mas é aí que eu lhe apresento aquilo que preencheu minhas horas vagas (e não vagas) nos últimos 3 dias. É chegada a hora de finalmente fazer alguma coisas com o que você constrói, e porque não que seja guerra?!

robocraft banner zona nerd

Robocraft é um MMO gratuito, com um conceito tão simples que eu não me lembro a última vez que eu vi sendo tão bem executado. Utilizando cubos de diferentes materiais, rodas, foguetes e asas de uma gama de tamanhos e potências, e armas dos mais variados tipos, você constrói sua pequena máquina de destruição, e manda ela para a porradaria.


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Vou confessar que nunca frequentei muito teatros, e sinceramente não sei porque. Talvez por conta do preço (se bem que hoje em dia, muitas peças saem mais barato que cinemas), talvez pela divulgação precária das boas peças, ou talvez mesmo pela falta de explosões, mas isso não tira (talvez tire só um pouco vai) o crédito da minha avaliação em dizer que O Rei Leão – O Musical é outro nível de teatro!

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A peça musical de The Lion King foi concebida em 1997, pela cineasta americana Julie Taymor, sendo que está em cartaz até hoje na Broadway. Durante esses anos, vários países lançaram suas próprias versões do espetáculo, sempre utilizando atores nacionais, com exceção algumas vezes do personagem do Rafiki. Em março de 2013 chegou a vez do Brasil entrar nessa onda também, e desde então ela vem sendo magistralmente encenada no Teatro Renault, em São Paulo.

Tive a chance de conferir, o que vou deixar de chamar de peça e começar a chamar de show, em maio desse ano, e desde então não me organizei para descrever como foi essa ótima experiência, mas quando vi o aviso de “Últimas Semanas” em um e-mail da Tickets for Fun, vi que a hora tinha que ser essa.
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É com muito prazer e emoção que chegamos ao final de mais um temporada da jornada de uma das melhores séries de animação da atualidade. Eu gostaria de ter dissertado sobre as outras temporadas, mas na época eu não tinha o costume de escrever sobre séries de forma tão específica, que não fosse uma indicação geral, mas tudo mudou, quando a nação do fogo atacou e vamos ver no que vai dar.

Como tenho intenção de tratar de pontos específicos da série, o texto vai estar cheio de spoilers da temporada em questão, então se você ainda não viu ela completa, trate de ver ou espere até passar na Nickelodeon brasileira, e depois volte aqui.

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Rodeado por polêmicas, discussões e insinuações desde o dia que foi anunciado, As Tartarugas Ninjas de 2014 traz a responsabilidade de apresentar personagens ridiculamente inusitados que já estiveram presentes em tantas mídias diferentes, a toda uma nova geração cada vez menos imaginativa, mas sem ofender os milhões de fãs suados, na frente de suas telas de led, esperando um filme para odiar.

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Esse foi um dos filmes que criaram um fenômeno curioso em mim: Sempre que eu lia alguma notícia ou via uma foto, o sentimento de “isso vai ser uma merda” latejava, mas toda hora que eu assistia um trailer, ainda mais no cinema, esse pensamento era expugnado pela empolgação infantil de “Vai Michelangelo pooorrrraa!!”. Querendo ou não, o filme faz de tudo para você entrar nessa onda, seja com as cenas de luta, as explosões, a trilha sonora ou os diálogos engraçaralhos.

As referências às diversas outras mídias são inúmeras. São tantas que eu sinceramente não sei se foi respeito à toda a obra ou apenas artifícios para calar o público mais pentelho. Provavelmente eu mesmo devo ter deixado passar várias, mas sendo qualquer um dos motivos, me agradou do começo ao fim.

As Tartarugas ainda tem toda sua personalidade e carisma, e isso acontece de tal forma durante o filme que eu mesmo deixei de reparar em toda a polêmica envolvendo as feições dos ninjas, que incluíam seus lábios e narinas na discussão. A própria ridiculosidade da concepção dos personagens (haters gonna hate) é discutido no filme em um curto diálogo, nada mais justo para um filme que prometia trazer a série para a atualidade e dar um tapa de realidade.

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Por conveniência, decidi assistir o filme dublado no cinema, mas confesso que, mesmo com todo meu apreço, fiquei receoso, pois se tratando de protagonistas tão jovens e malandros era de se esperar uma dublagem bem regionalizada e exageradamente coloquial. Mas não foi o que aconteceu, o texto traduzido foi ótimo, mantendo a malemolência da ruas e a classificação etária de 12 anos, mas sem ser babaca ou infantilóide. Destaque para uma tal frase de efeito que ficou muito bem conhecida nos anos 90 que a versão dublada fez bem em traduzir!

[PARÁGRAFO DO SPOILER] Acho que a única coisa que realmente me incomodou e que eu acho que afetará meu julgamento dessa nova (possível) sequência cinematográfica é o fato do Mestre Splinter ter sido um rato que virou a criatura humanoide e de ter aprendido (e ensinado) ninjutsu sozinho, só lendo um livro. Não sei se foi referência a primeira origem do personagens, em que ele era um rato de estimação de um artista marcial, mas eu acho que retirar esse elemento de intimidade entre o Mestre e a cultura oriental pode ter afetado em muito a coesão do filme.

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O filme caminha bem durante seus humildes 101 minutos, com boa curva dramática e final merecido, concluindo um filme divertido, que cumpriu o prometido e que conquistou minha atenção. Agora é só tomar tenência daqui pra frente e não abusar que nem anda sendo feito com Transformers.