Começa aqui nossa jornada rumo ao sucesso e a dominação da blogosfera….

A partir de hoje, acompanhe as discussões e a perspectiva de 3 estudantes (bem nerds) de Informática e seus amigos.

Papo Cabeça é uma saga de tirinhas que contam como as diferentes tribos urbanas se relacionam umas com as outras. Cada personagem representa uma dessa tribos, ou sincretiza várias delas.

Como eu sou um fiasco para desenho (não estou sendo humilde, sou um lixo mesmo), resolve desenhar as cabeças num aplicativo flash, que para ninguém falar que sou egoísta, disponibilizo para você logo abaixo.

Crie sua própria cabeça com o Create My Picture

Espero que aproveitem….
See u later!

Metaleiro

É o adolescente que anda de coturno, roupa preta, calça jeans (sempre zuada) em plena luz do dia. Pode estar fazendo um calor carioca de 40º que essa criatura sai de casa parecendo um palmito branquelo enrolado em N camadas de roupas pretas.
Tudo isso em conjunto com colares, anéis, pulseira e correntes que juntos somam o peso do próprio Metaleiro em aço, prata e alumínio. Que isso leva a outro ponto, todo Metaleiro anda com um colar com uma cruz às vezes maior do que a em que o próprio Jesus foi crucificado. Esse fato é estranhamente contraditório, pois todo Metaleiro que se preze não tem nenhum costume religioso de nenhum tipo, e sempre tem uma desculpa para cultuar o capeta, mesmo não sabendo nada sobre nada sobre assunto.

Nerd

É tudo que esse blog representa, mas de forma mais unificada, esse nerd é especial!
Ele é o sincretismo de várias tribos que são consideradas nerds. Esse nerd representa os geeks, os viciados em informática; os trekkers, adoradores de Jornada nas Estrelas; os RPGistas, aquela galera que fica 17 horas em volta de uma mesa por final de semana; um bom fã de Star Wars; o gamer, aquele cara que só faz amigos em MMORPG e se acha o pegador só por que todos os seus chars do Ragnarok são casados; o tubber, que já assistiu todas os desenhos antigos e ainda assiti os desenhos novos, seriados, documentários, reality shows, filmes, shows, sitcons, miniséries, talk-shows e making of de qualquer merda; e por fim o CDF, que é aquele faz pergunta quando falta 40 segundos para acabar a aula; Tudo isso, representa o nosso nerd.

Mano

Esse é da periferia, que quando consegue sair de lá, virar rapper, e quando ganha dinheiro, tira a família inteira da periferia e compra um Monza 87, rebaixa aquela porcaria e quando vai dirigir tem que colocar o banco num ângulo de 15º em relação ao chão do carro.
Mas esse personagem também representa o esforço de uma classe social para lutar contra as injustiças que lhe foram lançadas durantes anos. Mas como ninguém liga para isso, ele representa o humor negro, o humor racista e que apenas deve ser visto como humor, e nunca com racismo.
Esse personagem é o protagonista da maioria de pérolas na Internet, posts equivocados no Orkut e fotologs com milhares de fotos dele em carros e motos que nem lhe pertencem, com dinheiro, celulares e garrafas vazia de bebidas caras espelhadas pela cama. Tudo isso gerado pela Inclusão Digital o Computador do Milhão.

Boy

Para ele a vida não passa de baladas, mulheres, roupas e carros, e tudo bancado pelo papai.
É a tribo que tem a menor criatividade para se vestir, sendo assim é facilmente reconhecer quem é dessa tribo. Na cabeça: boné da Von Dutch ou cabeço com luzes arrepiado com gel; camiseta de marca com estampa bizarra; bermudão de estampa brega (que varia de tema havaiano para tribal mal-feito), meia socket com tênis Nike de R$600,00, colar de semente parecendo pai-de-santo e por fim, o último modelo de celular com câmera 7.8 mp, Internet 3G e o caralho a quatro, mas estranhamente sem crédito, e mesmo se tivesse, o Boy não saberia mexer nem na metade das funções dele.

Otaku

Um dos adolescentes mais estranhos que se possa imaginar, esse criatura alegre e serelepe se torna mais estranha quando na presença de outra de sua raça, e chega ao nível de Insanity Bizarre quando em um dos diversos eventos sobre animes e mangás espalhados pelo Brasil.
Mas em geral, são pessoas carinhosas (até demais), divertidas (parecem loucas) e sociais (só com eles mesmo). E é incrível o talento que essa turma tem para desenho, parece que todos sabem desenhar um pouco, e é claro, falar um pouco de japonês, que isso leva ao aspecto que são grandes pagadores-de-pau do Japão e todas suas tradições e vertentes, mesmo não sendo sábio isso. Se você quiser vender um cobertor com aquecedor elétrico para um otaku carioca é só pintar o Pikachu em cima dele e dizer que veio do Japão.


Revolucionário

A descrição mais crua para esse tribo seria: Uma bando de drogados, usando calça xadrez, tênis All-Star (ou chinelo mesmo), cabelo dread, camiseta do Chê Guevara e o indistinguível cheiro de “a única vez que entrei na água foi no meu batizado”. Um povo que vive entre passeatas, debates, exibições de coisas cults e puxadas de baseado.
Mas um olhar mais atento, nós mostra que…. é só isso mesmo. Muitas pessoas não gostam dessa tribo por causa da sua principal característica (não tomar banho? Não!), o fato de eles quererem mudar o mundo, e o povo dessa tribo, não gosta de ninguém porque…. sei lá, eles não precisa de motivo para nada.
Não gostam de religião, mas não cultuam o capeta, todos se declaram “ateu graças a Deus”.

Capeta

Não representa nenhuma tribo, e sim a Encarnação do Mal na Terra. Essa criatura maquiavélica é a essência do sarcasmo, da presunção e do cinismo, ninguém pode com ele, Á um tempo atrás, com tantos advogados e vereadores, o inferno ficou meio chato e como o Capeta já tinha enjoado de assistir show do Mamonas Assassinas lá em baixo, ele resolveu subir para ver como anda o meio-termo aqui, e desde então vem enchendo o saco dessa galera.