Não faz muito tempo que o Perlato me disse que seria legal uma coluna sobre cinema no seu blog. Eu amo cinema, e sempre gostei de discutir e falar sobre filmes. Passado esse tempo, aqui estamos nós celebrando a parceria entre o Zona Nerd e eu. Sou Paulo Naccache (Nacacche… Na Caixa… ah? ah?), faço Publicidade e Propaganda (junto com o Perlato, diga-se de passagem). Apesar de estar nesse curso, o que realmente gosto é de cinema, se tivesse algum curso decente em Campinas eu faria.. mas isso é assunto pra outra hora.

Na coluna, faremos criticas, listas e dicas, tudo sobre a sétima arte. Discutir sobre qualquer filme que assistimos é um dos fatores que fazem o cinema ser algo tão diferente, pois ele não é apenas as 2 horas de projeção, todo filme precisa de uma digestão depois de ser mastigado, por isso, daremos a nossa opinião pois queremos ouvir a sua nessa nova coluna! Nada melhor do que começar com o recente sucesso de J. Camerom.

Enquanto ainda discutíamos nossas primeiras impressões sobre o filme após a sessão, um dos meus amigos disse: “A história pode ser batida, mas a forma com que James Cameron conta, é surpreendente”. De fato, não há o que discordar dessa frase. Na carreira de J. Cameron, antes de mostrar Leonardo DiCaprio embarcando no transatlântico da Kate Winslet, ele dirigiu “O Exterminador do Futuro” (1984), “Aliens, o Resgate” (1986) e “Exterminador do Futuro II” (1991), entre outros. E, finalmente, em 1997, se tornou o “Rei do Mundo”, abocanhando 11 Oscar e quebrando recordes de bilheterias com “Titanic”.

avatar2Doze anos se passaram. Enquanto dirigia alguns episódios de séries de TV e documentários, trabalhava na tecnologia que possibilitou a criação do tão badalado e aguardado Avatar. Apesar de todo o fuzz em torno do filme, Cameron conseguiu igualar com a grande expectativa criada pelo tempo de espera e pela forma que o filme foi divulgado nessa reta final, antes do lançamento. Com a premissa de ser revolucionário e de que iria inovar o cinema, o diretor nos apresenta a história de Jake Sully (Sam Worthington), um fuzileiro paraplégico que tem a missão de se infiltrar numa tribo Na’Vi. Em meio a obstáculos, Jake acaba se apaixonando pela nativa Neytiri (Zoe Saldana), e também pelo mundo que seus superiores querem explorar e destruir. O filme está imerso em clichês, desde a rivalidade entre o fuzileiro e Tsu’Tey (Laz Alonso), os conflitos entre cientistas e militares, e até o romance entre Sully e Neytiri. Mas se existem tantos clichês, por que o filme é considerado inovador?

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Por mais que a história seja previsível, o visual presente no filme é tão impressionante que acaba se tornando mais do que um detalhe. Ele faz parte do filme, contribuindo, e muito, para nos sentirmos dentro daquele planeta, no minimo diferente, criado pelo próprio Cameron. O design da fauna e flora do enorme planeta-organismo que Pandora é, fica maravilhoso em tela. Tudo parece tão real e fantástico ao mesmo tempo que é impossível deixar de se surpreender. Fato que, em muitos outros filmes de fantasia, passaria batido. Os Na’Vi, avatar1especificamente, são criaturas tão bem finalizadas e talhadas de detalhes que já podem ser consideradas umas das mais bem feitas do cinema. A perfeição visual presente no filme se torna algo ainda mais interessante quando visto em 3D.

A sensação de profundidade e o trabalho em cima dos detalhes fizeram valer todo o tempo e o dinheiro investido. Em primeiro lugar, por funcionar tão bem nesse filme, segundo por dar mais um passo na evolução do cinema, já que essa tecnologia criada pelo diretor de Avatar será usada por outros projetos cinematográficos. Mesmo com os clichês, Cameron fez um filme onde a relação dos personagens estão muito bem trabalhadas, não deixando nenhuma ponta solta. O que faltou de criatividade na história, se vê de sobra na experiência visual que o filme nos trás, e por isso, acaba valendo o ingresso.

Não vão ao cinema esperando a história perfeita e diferente, apenas se preparem para conhecer, explorar e entrar no mundo criado por James Cameron.