Que nossa infância foi repleta de boas lembranças com a TV nós sabemos, mas quando percebemos que alguns desses programas eram nacionais e produzidos pela mesma empresa, nós temos que fazer uma singela homenagem ao mesmo tempo em que lembramos deles.

Mundo da Lua
Tudo na familia Silva e Silva nos agradava: Primeiro era o Lucas, garoto sonhador, ótimo narrador de histórias e resolvedor de problemas familiares; O que dizer do Pai, Antônio Fagundes né? Estereótipo de todo segura-pontas de família; Não sei se era só eu, mas eu enxergava fortemente minha mãe na Mãe do Lucas, até mesmo fisicamente, mas principalmente pela personalidade carinhosa; Vovô estava sempre lá para lhe dar apoio e contar histórias; Aquela faxineira legalzinha só tinha graça quando ela conversava com o Ney ou dava lição de moral na família; Aquele irmã feia com monocelha eu nem ligava; E por fim, Blixto! O Super Mario genérico que esqueceu de amadurecer. São ótimas lembranças de uma família e belas histórias de um garoto. – Planeta Terra chamando | Episódio com o Blixto!


X-Tudo
Como bom glutão, minha lembrança mais forte é a parte culinária com o Rafa, mas gostava também da parte de mágica, o quiz, tudo! Afinal, era divertido, sempre com uma postura descolada o suficiente para crianças entenderem, sempre com um humor sutil e a linguagem rápida que já desejavamos desde aquela época. O fato realmente era que a corrente que ligava todos os quadros era mesmo aquele xis vermelho de espuma com o inusitado nome de X! – Primeira abertura | X chama Gerson de “gordo!”

Cocoricó
Eu sei que ele permeia até hoje a televisão brasileira e dou crédito por todo o sucesso que esse programa conseguiu, tanto sucesso que, como descobri recentemente, não passa mais desenhos animados, a programação agora é 100% de histórias do Júlio e a turma do paiól, agora agora tem a turma da cidade, turma de floresta, turma do bairro, turma da Mônica… Além do mérito de nos apresentar personagens memoráveis e desenhos divertidíssimos, fez com que gravássemos a música mais frenética de abertura infantil que nunca pode faltar num final de festa. – Abertura clássica | Abertura nova

Rá-Tim-Bum
Muito longe do castelo, havia uma pequena casa, onde um casal de irmãos assistia um programa de TV habitado por diversos seres estranhos. Minha sincera opinião era que tinha muita coisa errada com esse programa, que apesar de respeitar, pelo fato de muita gente gostar, eu não gostava. Pensa o que era pior: Um professor todo pálido que vinha voando pela tela; Criatura híbridas de porco com mullets grisalhos que mandavam você tomar banho; Dois aliens voyeur que ficavam vendo detalhes do cotidiano humano; Uma menina presa em um quarto em que tudo era gigante; Ou só a abertura do Senta que Lá Vem História, que já me fazia cagar de medo. Tinha coisas legais como o Professor Miguilim, a Fada Dalila,o Euclides e Sílvia, a abertura do programa em sí, o Como se Faz, e o mais foda de todos, O Máscara, o Spirit brasileiro. Mas considerando os pesadelos que eu já tive com os porcos do banho, não ficava muito afim de correr risco assistindo. – Abertura | Porcos do banho

Glub Glub
A história era que uma TV tinha caído no mar e, depois de ser energizada por uma enguia elétrica, começou a entreter um casal de peixes, que além de falar sobre a natureza a vida marinha, assistiam alguns desenhos. A idéia era a mesma do Cocoricó, mas com temática diferente e com o chroma key que tanto nos encantou naquele época. Foram diversas aventuras, mas acho que a mais memorável vai sempre ser o crossover com o seriados derradeiro da nossa lista. – Abertura clássica | Crossover com Castelo Rá-Tim-Bum

Castelo Rá-Tim-Bum
Você sabe o que é amar um programa? Adorar suas histórias, personagens, mitologia, cenários, diálogos, tudo? Pois é, sou eu com Castelo Rá-Tim-Bum. Esse simples programa trouxe minha imaginação para fora, os limites da realidade não existiam mais e acredito que eu não fui o único. Não havia um quadro que eu não gostasse ou um personagem que não fosse divertido. Todo episódio sempre tinha uma ponta de mistério, dado pelo ar de magia que tinha a série e todos os atores e manipuladores de bonecos sabiam encarnar isso com perfeição. Até mesmo o filme, que não utilizou boa parte dos personagens originais, é uma excelente obra, e assim como seu pai de TV, uma exemplar inestimável para o acervo nacional. – Nino troca as estações | Documentário sobre o Castelo Rá-Tim-Bum

Comentários

7 comentários antigos

  1. Adorava muitos desses programas, talvez não todos pois sou de 94. Castelo Rá-T-Bum era meu preferido, mas eu adorava Rá-Ti-Bum (não achava sombrio nem nada… acho que sempre fui meio assim, não ligo para as coisas como a maioria das pessoas, rs’), Mundo da Lua e assim vai. Amigos da minha idade assistiam mais a TV fechada, e nela os programas infantis não chegavam aos pés dos da TV cultura. Só de pensar dá vontade de assistir tudo de novo! Bejios, ótimo post.

  2. putz cara agora eu percebi como tudo passou rapido e eu nao soube aproveitar aquelas boas tardes em que eu assistia ra tim bum, castelo ra tim bum, ilha ra tim bum e todos os outros e agora ao ler isso me deu uma certa tristeza (confesso quase chorei ) pelo fato de perceber que a vida passa rapido e quando vc menos espera la esta voce querendo voltar naqueles bons tempos em que voce sabe que por mais comuns que eles eram voce gostaria de voltar no tempo simplesmente para poder reaproveitar tudo outra vez …

  3. Pingback: Mega exposição do Castelo Rá-Tim-Bum em São Paulo