A tecnologia, de uma forma cada vez mais rápida, coloca em xeque antigos modelos existentes na sociedade. As máquinas de escrever foram postas de lado após a chegada dos computadores pessoais. A utilização do e-mail fez com que a informação circulasse mais rápida e tomasse o espaço das cartas em papel.  Nesta lista, também podemos citar smartphones e inúmeros outros dispositivos inovadores.

Woman Using Phone do Shutterstock

Os produtos e meios que iniciam esse processo de transformação realizado pela tecnologia são chamados de tecnologia disruptiva. O termo foi criado por um professor da Universidade de Harvard, Clayton M. Christensen, nos anos 1990, e apresentado em duas de suas obras – o artigo “Disruptive Technologies: Catching the Wave” e o livro “The Innovator’s Solution”.

O vocábulo faz alusão ao conceito de ruptura e designa produtos e serviços que rompem com antigos padrões e revolucionam o mercado. O surgimento dessas novidades costuma ser perturbador, ainda mais quando alguns modelos de negócios são desafiados. Impossível não lembrar dos taxistas diante do Uber ou das empresas de televisão a cabo diante da Netflix.

Disruptura em todos os lugares

As tecnologias disruptivas também podem estar em mercados inimagináveis. É o caso, por exemplo, da suinocultura. A empresa irlandesa Tonisity desenvolveu um  isotônico para leitões recém-nascidos, que ajuda os porquinhos a crescerem de forma mais saudável, mesmo havendo um paradigma no mercado de que porcos não bebem água em seus primeiros dias de vida.

A fórmula palatável deu certo e permite fortalecer o intestino dos leitões, estimular o sistema imunológico e melhorar a absorção de nutrientes, oferecendo melhores condições de desenvolvimento para os suínos, além de diminuir a taxa de mortalidade entre os filhotes.

O surgimento implacável das novas tecnologias disruptivas está se desenrolando em muitas frentes e a lista de “próximas grandes coisas” cresce cada dia. Sabemos que nem todas as tecnologias emergentes irão alterar a paisagem empresarial ou social. Mas vale ficar de olho nas tendências.

Para ajudar, separamos alguns posts do blog do economista e empreendedor Arie Halpern, que há mais de 50 anos desenvolve projetos inovadores que  promovem disrupturas no sistema, além de estar sempre atento às novidades tecnológicas em todo o mundo.

1 –  Tendências tecnológicas para 2017

Ficar por dentro das principais tendências da tecnologia deve ser uma premissa básica para empreendedores e líderes de negócios. Vale a pena checar o post e conferir quais as apostas de Arie Halpern no campo das inovações e tecnologias disruptivas para este ano.

Entre outras, ele cita a companhia dos robôs sociais, óculos de realidade virtual para entretenimento e educação, roupas  inteligentes (os wearables), crowdfunding e Bitcoins.

2 – Disruptura no DNA das empresas

Um post para refletir sobre o posicionamento das empresas em um cenário no qual as inovações disruptivas acontecem em vários setores. Arie Halpern destaca o pensamento de Peter Drucker, respeitado teórico da administração moderna, e aponta que a inovação mais produtiva é aquela que oferece um produto ou serviço diferente, criando um novo tipo de satisfação, ao invés de uma simples melhoria.

3 – 4ª revolução industrial

Você já se pegou discutindo ou vendo debates sobre mudanças no cenário da empregabilidade ou jornada de trabalho? O fenômeno está constantemente em pauta e não é à toa. De acordo com Arie Halpern, estamos vivendo a 4ª Revolução Industrial.

O assunto foi pauta no Fórum Econômico Mundial de Davos, na  Suíça, em janeiro de 2016. Entre as principais mudanças está a introdução de tecnologias que abarcam a Internet das Coisas, nanotecnologia, inteligência artificial e big data. Se você quer se inteirar um pouco mais sobre o debate, confira o post!

4 – Celular com célula de hidrogênio

Não são apenas os carros que estão na mira das empresas que buscam fontes alternativas de abastecimento e energia. Os nossos celulares também podem ter novas formas de carregamento.

No blog, Arie Halpern mostrou a iniciativa de uma firma britânica que desenvolveu um gadget, chamado Upp. O aparelho possui uma célula de hidrogênio com capacidade de  fornecer energia para garantir uma semana de funcionamento do celular.

5 – A inteligência visual aumentará a disruptura provocada pela inteligência artificial

As máquinas ficarão cada vez mais inteligentes à medida em que forem incorporando mais inteligência visual, e as empresas estão investindo pesado nessa tecnologia. No post de Arie Halpern sobre o tema, ele destaca que a inteligência visual ampliará extraordinariamente as possibilidades de uso de máquinas em funções até agora desempenhadas apenas por humanos.

O texto também destaca a personalização de serviços, outra tendência que a inteligência artificial está impulsionando e que já vem sendo utilizada por empresas como North Face, Macy’s e Sears. Elas usam o computador Watson da IBM para melhorar a experiência do usuário nas compras e identificar personalidades e gostos individuais de cada um dos clientes. Tudo muito real!

O que achou dessas tendências? Deixe seu comentário.

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